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Ser folião

Crédito da foto: pinterest.de

Por um Folieiro da Alegria

Eu canto aqui no meu verso, com a rima que me convém, pra falar do universo de quem folia e vai além. É a história de quem vive o Carnaval, sem ter desdém.

I. A Chama no Peito

O folião de verdade não espera o calendário, vive a felicidade num passo extraordinário. 
Tem a alma de menino, e o peito, um relicário.

No peito já tem um tambor, que bate no ritmo exato, o cheiro, a cor, o calor, do frevo que é sempre inato. Faz da rua o seu salão, de todo som, um retrato.

II. O Traje da Emoção

Não precisa de fantasia, de pluma, seda ou cetim, o que veste é a alegria, que vem do fundo, sem fim. Pode usar a roupa simples, Que o passo já faz o jardim.

De sombrinha aberta e rodada, ou só a mão a girar, a alma é que está paramentada, pronta para celebrar. O suor que escorre no rosto, é o sal do mar a beijar.

III. A Dança e a Tradição

Ele honra a tradição, do Maracatu, do Caboclinho, é puro de coração, seguindo o frevo no caminho. Respeita a arte do povo, e faz do chão seu ninho.

É mais que um passista que roda, é a cultura em movimento, que faz o passo de moda, e quebra todo o lamento. Ser folião é ser a força, é ser a alma e o sustento!

Jacytan Melo, poeta, músico e sonhador / dezembro/2025

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