O sol já não queima com a urgência do meio-dia, As sombras se alongam, deitando-se no chão. O que antes era pressa, agora é melodia, Tocada em ritmo lento no fundo do coração. A pele, esse pergaminho de histórias traçadas, Exibe as rugas como sulcos de uma plantação. São caminhos de risos, são dores passadas, Que o tempo guardou com extrema devoção. Não há mais o peso da lida que o ombro curvava, Nem a sede de mundo que o olhar não vencia. A alma descobre o que a juventude ocultava: Que a paz vale mais do que qualquer ousadia. É tempo de ver, na janela do pensamento, O rastro de afeto deixado em cada lugar. E sentir, no silêncio que traz o vento, Que a beleza maior foi a de saber amar. É tempo de ver, na janela do pensamento, O rastro de afeto deixado em cada lugar. E sentir, no silêncio que traz o vento, Que a beleza maior foi a de saber amar. "Envelhecer é como subir uma montanha: q...
Blog das criações literárias de Jacytan Melo: versos, poesias e contos.