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Mostrando postagens com o rótulo contos

USUÁRIO-COLETIVO

Imagem: Reprodução/Internet Usuário-coletivo minutos de espera, sol causticante (apesar de ser tão cedo). Nervos a flor da pele poluição, ilusão, alucinação. Passageiro da vida, passageiro coletivo, quarenta lugares sentados uma infinidade em pé, espremidos, comprimidos, resumidos apenas a uma estatística burocrática, humilhante. Medo estampado no rosto (que desgosto) assalto, acidente, angústia, tudo só termina quando chega o destino. Jacytan Melo, Recife, 14/12/2009 facebook.com/jacytanmelopoeta twitter.com/jacytan

OS MENDIGOS

Imagem: Reprodução/Internet Os mendigos adormecem na calada da noite alimentados pelos restos da sociedade de consumo, aspiram cheiros de esgotos, cola e escrementos. Estão em todas as esquinas desprovidos de pudores com a alma desnuda de desejos e sentimentos. Já não sonham mais os mendigos desfalecem na calada da noite. Jacytan Melo, poeta, músico e produtor

REPULSA

Imagem: Reprodução/Internet Ontem te vi na rua meio dia, sol a pino. evitei aproximar-me com medo de pisar  na tua sombra e me envolver novamente. Jacytan Melo, novembro/2009

SENHORITAS DA RUA DA GUIA

Foto: Reprodução/Internet 1968, domingo, meio dia. Rua da Guia que agonia. "Senhoritas" de vida fácil desfilando, exibindo em demasia, toda primazia dos seus dotes mundanos, profanos e profundos. Jacytan Melo, setembro, 2005

DIA NA PRAÇA

Imagem: Reprodução Na calçada da praça gente que passa depressa em grupos conversam as coisas da vida sofrida vividas no dia a dia Na calçada da praça tem banco de graça tem brisa, tem graça doçura, raiva, tristeza ironia no rosto. de quem passa. No meio da praça tem fontes, tem flores, mendigos, sujeira (horrores) É tarde na praça a noite se aproxima sorrateiramente, dando seu ar da graça alegrando quem passa com sua fonte iluminada num espetáculo multicor. Jacytan Melo, Recife, 17/12/2009