Pular para o conteúdo principal

Livro Sete, o Cordel da Eterna Memória


Na rua Sete de Setembro, no coração do Recife, Surgiu um templo de ideias que o tempo não mais atrofia. Não era só livraria, era reduto, era alívio, Para a fome de saber que a ditadura proibia. A Livro 7, Tarcísio Pereira, seu grande guardião, Fez dela o palco do livro, a voz da contramão. 

II. O Maracanã do Saber

Com acervo que ostentava sessenta mil volume, Ganhou o Brasil inteiro, no Guinness a fama reside. Fernando Sabino a chamou, sem medo de errar o costume, De "Maracanã do Livro", onde o intelecto se exibe. Tinha prateleiras vastas, sem balcão, sem barreira, O leitor era livre, buscava a obra certeira.

De Ariano Suassuna a Gilberto Freyre, o retrato, Enfeitava as paredes, fazendo a gente pensar. Ali, o estudante, o poeta, o boêmio no ato, Se reunia pra debater, sorrir, sonhar e amar. Era a efervescência viva, o pulso do Pernambuco, Onde a cultura era força, escapando do solavanco.

III. A Alma do Livreiro

Tarcísio, um mestre da arte de bem-vender o saber, Dizia que o livro certo na mão certa é que faz magia. Vender não era comércio, mas alma para acender, E a chama da leitura a crescer a cada dia. Na Sete de Setembro, o seu ponto de luz, Fez da Boa Vista a esquina que a cultura conduz.

Hoje a loja fechou, virou lembrança e saudade, Mas a sua essência mora no Circuito da Poesia. Onde uma estátua bronze guarda a fraternidade, Do livreiro que nos deu a mais nobre mercadoria. Portanto, guarde a moral, sem erro e sem falha: A Livro 7 é memória que no peito do Recife não falha!

10 MOTIVOS PARA ESTUDAR NO CURSOS 24 HORAS

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Última Esquina de Dezembro

E o ano chega ao fim, dobrando a esquina,  como quem desce a ladeira cansado, mas em paz.  Traz nos pés a poeira de uma estrada rotina,  e nos olhos o brilho do que não volta mais. As águas do Capibaribe levam as mágoas,  em direção ao mar que tudo sabe curar.  O tempo é esse rio de muitas águas,  que corre sem pressa para se renovar. Não é um ponto final, é uma pausa sentida,  um respiro profundo antes do frevo chegar.  É a hora de arrumar a bagagem da vida,  e escolher os afetos que vamos levar. Que o novo ano seja brisa na orla,  seja o azul de Pernambuco a nos guiar.  Pois quando um ciclo se finda e se desenrola,  o melhor da jornada é saber recomeçar. Jacytan Melo, poeta, músico e sonhador / dezembro, 27, 2025   10 MOTIVOS PARA ESTUDAR NO CURSOS 24 HORAS

Poesia Alternativa Pernambucana

O asfalto de Recife tem veias,  E o sangue é o Rio Capibaribe.  Não é só maracatu, não é só frevo,  É a antena do Mangue que vive.  Plugada no caos, no caos do concreto,  Sentindo a maré que sobe e inibe. A poesia aqui é pedra e é areia,  É verso torto que não tem perdão,  É a crítica na esquina, na cadeia,  É o grito rouco de Chico Science e Lia de Itamaracá em canção.  É a Olinda que se esconde e revela,  Com a ladeira em cores, sem portão. Não é só o bico de pena e o cordel,  É o haicai na parede de cal.  É o cheiro de mofo, o cheiro de mel,  O trânsito nervoso, o sinal.  A gente veste a capa do moderno,  Mas o lampião acende o ritual. O poeta de cá não usa luva,  Pega a lama, o lixo, a flor do sol.  A linguagem é bruta, a vida é curva,  Mas a rima encontra o seu anzol.  É a arte de sobreviver e de sorrir,  Enquanto o tempo gira no carrossel. Somos o eixo, somos a brecha,  Onde o ...

A Nova Primavera da Poesia: Conheça as vozes femininas que estão redefinindo a Literatura Brasileira

👉 Nina Rizzi - Crédito da foto: blogs.opovo.com.br De slams a prêmios internacionais, uma nova geração de poetisas ocupa espaços, une o digital ao impresso e transforma dores e vivências em versos potentes. por redação Jacytan Melo Publicações 👉 Faça um Curso de Agente de Viagens. Saiba mais > Recife, PE, Brasil - A poesia brasileira vive um momento de efervescência sem precedentes, e o protagonismo é nitidamente feminino. Se antes o cânone era dominado por nomes masculinos, hoje as listas de mais vendidos, os vencedores de grandes prêmios e as redes sociais são inundados por uma produção diversa, corajosa e tecnicamente impecável. Embora nomes como Adélia Prado (vencedora do Prêmio Camões 2024 aos 88 anos) continuem a iluminar o caminho, uma "nova guarda" de poetisas, muitas nascidas entre as décadas de 90 e 2000, está ditando o ritmo do agora. 👉 Na Fluencypass, ao reservar seu intercâmbio, será oferecido um curso preparatório em relação ao destino de intercâmbio que ...