Vou pedir licença aos mestres Pra em versos me expressar Ver o mundo de relance E o que vejo relatar A tal "sociedade" Que insiste em desandar. Dizem que a modernidade Trouxe luz e evolução Mas o que vejo é a alma Presa na palma da mão Numa tela que brilha muito Mas não traz clareza não. O povo vive apressado Numa busca sem medida Ostentando no "status" O que falta dentro da vida É o banquete da aparência Com a essência esquecida. O vizinho não se olha O abraço virou "figura" A verdade é sepultada Pela rede da impostura E a empatia, coitada, Vive em tempos de tortura. A natureza padece Gritando em cada lamento O lucro manda no homem Mais que o próprio sentimento O mundo virou negócio Em constante esgotamento. Mas nem tudo é desespero Nesse chão de agonia Ainda resta a poesia E o toque da cantoria Pra acordar o pensamento E trazer nova alegria. Pois enquanto houver um justo Zelando pela semente A nossa decência volta Pra curar a nossa gente E a tal "de...
Blog das criações literárias de Jacytan Melo: versos, poesias e contos.