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Mostrando postagens de março, 2026

Ele partiu para a eternidade

  Ele partiu em silêncio, como a brisa leve Que toca a face e logo se despede, Sem ruído, sem aviso, sem alarde, Mas deixando saudade em cada tarde. Levou consigo o riso e a memória, Os gestos simples, a sua história, E no vazio que ficou no seu lugar Mora um amor que insiste em ficar. Não é adeus — é apenas partida, Um novo caminho, outra vida, Onde o tempo não fere nem consome, E a dor já não sabe o seu nome. Aqui, restam lembranças a florescer, Nos olhos que insistem em umedecer, Mas também a certeza, suave e profunda: Que a alma não morre… apenas muda. E assim, entre o céu e o coração, Ele vive em cada recordação, Eterno no amor que não se desfaz, Presente na ausência que ficou em paz. Jacytan Melo, poeta, músico e sonhador / 25/03/2026 10 MOTIVOS PARA ESTUDAR NO CURSOS 24 HORAS

O Universo em Desencanto

No silêncio do infinito Onde a vida começou, Um mistério muito antigo Entre os homens se espalhou. Fala de um livro sagrado Que muitos já estudou. É história diferente Do mundo e da criação, De um povo que veio à Terra Buscar a regeneração. No livro do Universo em Desencanto Está toda explicação. Diz que a vida neste mundo Não é nossa moradia, Que viemos de outro plano De paz e sabedoria. Mas caímos neste chão Por falta de harmonia. Então nasceu a matéria, Com luta, dor e ilusão, O homem preso na Terra Sem saber sua razão. Vivendo de sofrimento Sem ver a libertação. Mas no tempo prometido Veio a revelação: Os livros da Cultura Racional Trazendo orientação. Para o povo deste mundo Voltar à sua região. Quem lê com perseverança E firme dedicação Vai limpando o pensamento E abrindo o coração. Para entender o mistério Dessa grande transformação. É caminho de retorno Para a origem natural, Um reencontro com a paz Num plano puro e real. Onde reina a harmonia Do princípio universal. Assim diz ...

Sociedade em Decadência

Vou pedir licença aos mestres Pra em versos me expressar Ver o mundo de relance E o que vejo relatar A tal "sociedade" Que insiste em desandar. Dizem que a modernidade Trouxe luz e evolução Mas o que vejo é a alma Presa na palma da mão Numa tela que brilha muito Mas não traz clareza não. O povo vive apressado Numa busca sem medida Ostentando no "status" O que falta dentro da vida É o banquete da aparência Com a essência esquecida. O vizinho não se olha O abraço virou "figura" A verdade é sepultada Pela rede da impostura E a empatia, coitada, Vive em tempos de tortura. A natureza padece Gritando em cada lamento O lucro manda no homem Mais que o próprio sentimento O mundo virou negócio Em constante esgotamento. Mas nem tudo é desespero Nesse chão de agonia Ainda resta a poesia E o toque da cantoria Pra acordar o pensamento E trazer nova alegria. Pois enquanto houver um justo Zelando pela semente A nossa decência volta Pra curar a nossa gente E a tal "de...