O sábado acorda e a cidade converge, Para o templo de vidro onde o desejo emerge. Ar condicionado, um eterno frescor, Luzes brilhantes que ignoram o sol lá de fora. Escadas rolantes, num balé sem cansaço, Elevam famílias ocupando cada espaço. O brilho das vitrines, promessas de cor, Onde o "ter" se disfarça com todo o seu vigor. Na Praça de Alimentação, o mundo se mistura, Cheiro de pipoca, hambúrguer e doçura. Gritos de crianças, risos de adolescentes, O sábado pulsa entre bandejas e gentes. Grupos de jovens, em desfiles casuais, Olhares que buscam nos outros os seus iguais. Casais de mãos dadas, sem pressa no passo, Buscando no filme o refúgio e o abraço. É o reino das sacolas, do plástico e do cartão, Onde a rotina descansa da sua obrigação. Muitos apenas olham, sonhando com o amanhã, Enquanto o consumo tece sua teia sã. E quando a noite chega e o cansaço domina, O shopping s...
Blog das criações literárias de Jacytan Melo: versos, poesias e contos.