Um toco de cigarro na beira da calçada, memória curta do fogo que virou quase nada. Foi chama, foi pressa, foi pausa no meio do dia, agora é resto de gesto sem dono, sem companhia. Cinza guarda segredos que a boca não contou: um cansaço antigo, um desejo que queimou. O vento passa e leva o que sobrou da intenção, e o chão aprende sozinho a lição da combustão. No fim, só fica o aviso — pequeno, seco, amargo — que tudo o que arde demais termina em toco de cigarro. Jacytan Melo, poeta, músico e sonhador / Janeiro, 27, 2026 10 MOTIVOS PARA ESTUDAR NO CURSOS 24 HORAS
Não é só um pedaço de mapa no Nordeste, Nem apenas um estado da federação. É um território que a alma veste, Uma pátria plantada no coração. É "país" porque tem sua própria realeza, Do Rei do Baião à Rainha do Maracatu. Tem uma bandeira que ostenta a beleza De um arco-íris num céu sempre azul. Meu país tem fronteiras de água e de sal: A Veneza Brasileira, de pontes e rios, Onde o Capibaribe encontra o oceano afinal, E o manguezal guarda segredos sombrios. Tem as ladeiras de Olinda, sentinelas do tempo, Com bonecos gigantes a nos observar. Onde o frevo é mais que uma dança, é um vento, Que faz a sombrinha colorida girar. Mas meu país também é terra crestada, Do Sertão valente, do sol que castiga. Onde a palma resiste na terra rachada, E a força do povo é a maior cantiga. É a terra dos Caboclos de lança na mão, Do Galo da Madrugada que acorda a cidade. Da revolução que corre na veia e no ...